sexta-feira, 9 de novembro de 2012

You, that's all that matters

Estou deitada no escuro. Sabe bem o escuro, o não ver o quarto com clareza. Ouço música mentalmente. Obrigada, música, por seres esta parte tão grande da minha vida, que me afaga a alma. Vêm-me uma data de pensamentos à cabeça e decido registá-los: vou buscar o caderno, a caneta e apodero-me da lanterna do telemóvel que nem Bluetooth tem, mas tem lanterna. O meu sarcasmo a falar. Engraçado. Dou comigo a pensar que só sou sarcástica comigo mesma, é-mo difícil ser para outras pessoas. Talvez porque sinto ser algo não muito bom e porque nunca conhecemos uma pessoa suficientemente bem para antecipar as reações ou feitos dela. Uma pessoa, seja ela quem for, vai sempre acabar por nos surpreender. Pela positiva ou pela negativa.

Vêm-me à mente perguntas. As típicas perguntas. Quem sou eu?; O que faço aqui?; Marcarei eu as pessoas de uma forma positiva?; Estarei eu a fazer algo que é certo, se for contra aquilo com o qual eu concordo?; O amor. Poderá ser razão ou motivo para te afastares de alguém que amas?; O que deverá ser mais importante? O amor próprio ou o amor pelos outros e por aquilo que te rodeia?. Dizem que são as perguntas sem resposta. Eu digo que são o tipo de perguntas que não podes perguntar a ninguém. Ou que, se perguntas, não deves esperar concordar ou tentar viver de acordo com as respostas que te dão sobre elas. São respostas que tu descobres, que tu percebes por ti mesmo. Não podes esperar sentir um click ou algo do género a dizer-te que é assim ou assado. Não. São aquele tipo de respostas que tu percebes quando tens de tomar uma decisão ou agir instantaneamente. Quando ages e não te preocupas, não pensas no que as outras pessoas vão pensar, no que vão dizer, como vão reagir. E isso não é egoísmo. É apenas a tua forma de ver o mundo; o início, o meio e o fim. É como... Preferires ver um filme e seguires a multidão que decide ir para a tourada que ninguém quer perder. Como saberes que amas aquela pessoa pelo que ela é, com todos os seus defeitos, mas ainda assim estares reticente, porque toda a gente te diz que ela não sente o mesmo. Isso é dares atenção, demasiada atenção às respostas que as outras pessoas dão às perguntas para as quais só tu tens a verdadeira resposta. Não para toda a gente do mundo que está à tua volta, mas para ti.

Quantas vezes já deste por ti a pensar em tomas as decisões e atitudes que tomaste e tiveste, com base naquilo que te incutiam? E quantas vezes deste por ti a perceber, a sentir que não era aquilo que terias feito se tivesses agido de acordo contigo mesma, com o que realmente querias, com o que realmente sentias? A minha pergunta e a minha resposta para a minha pessoa: um bocado.


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