sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Eternal Sunshine of the Spotless Mind

São quase três da manhã. Acabei de ver um filme. Logo eu que raramente o faço, porque não tenho paciência. Para mim, quase todos os filmes são longos. Especialmente quando estou contigo. Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Basicamente, é um filme que fala sobre fim de relacionamentos e apagar memórias. Mas claro, é bem mais do que isso. É um filme que nos mostra a importância das memórias que temos. Do que vivemos, do que sentimos. Dos erros que cometemos. Do quão importante somos na vida do outro, do impacto que temos. Da força do amor. Felizmente, o coração não consegue esquecer o que o cérebro atira lá para o fundo. Clementine: I wish you had stayed. Joel: I wish I'd stayed too. Quantas vezes na vida serão necessárias desejarmos ter ficado para perceber que efetivamente nunca devíamos ter partido? Quantas vezes na vida serão necessárias complicar para perceber que a resposta era simples? Quantas vezes na vida vamos deixar o amor passar-nos ao lado? 

Joel: NOW I wish I had stayed. I wish I had done a lot of things. I wish I had... I wish I had stayed. I do. Clementine: Joely? What if you stayed this time?

domingo, 13 de novembro de 2016

Uma só teia - diferentes perspetivas

Tu vais aprender a viver com as saudades. Com a distância. Com os súbitos apertos no estômago, no coração e a vontade súbita de enviar uma mensagem. De ligar. De tê-la perto. Tu vais aprender a viver com as saudades. Com o podia ter sido mas não foi. Vais aprender a viver. Vais viver. Vais ultrapassar. Tu vais aprender a viver com o silêncio. Com a indecisão de quem não sabe o que sente, o que pensa ou o que quer. Ou com a certeza de quem o sabe e ainda assim escolhe prosseguir sem ti. Vais aprender a viver com as escolhas dos outros. Vais aprender a viver com o que não podes controlar, depois de tudo o que pudeste fazer. Tu vais aprender a viver com as saudades. Com a distância. Com os súbitos apertos no estômago, no coração. E vais conseguir lutar contra isso. 
Até que não tenhas de lutar mais. 
Até que simplesmente seja uma experiência que te trouxe mais sabedoria. 
E consigas novamente encará-la com paz. 

domingo, 6 de novembro de 2016

O acaso mais bonito de uma vida

Não se pode lutar contra o amor. Contra o que está para ser ou o que não está para ser. Sim, somos detentores do nosso destino e sempre acabaremos por viver as consequências das nossas escolhas. Mas sabem aquelas coincidências que não são coincidências? Não se pode lutar contra o amor. Não dá. Simplesmente. Se duas pessoas estão destinadas a passar na vida uma de outra, mesmo que mais tarde sigam caminhos diferentes (ou não), elas vão encontrar-se. E elas vão marcar. E elas vão fazer a diferença. Seja no que for. Não se pode lutar contra o amor. Não se pode lutar contra a magia do "acaso". Que na minha opinião, não é acaso nenhum. Sejam felizes, meus caros. Sejam felizes enquanto dura e, quando parecer não durar, busquem a felicidade na mesma. E ao fazer isso, sejam felizes. Porque não se pode lutar contra o amor. E se o amor não passar de uma conexão de "acasos", bom... Então são os acasos mais bonitos de uma vida. O amor será sempre o acaso mais bonito de uma vida. Seja qual for o tipo de amor. Dure o tempo que durar.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Cura

Como... É que nos distanciamos emocional e fisicamente de alguém que... Estando próximo emocional e fisicamente de nós nos faz tão bem? Como é que se colmatam as falhas que criam uma distância que, se resolvida, nos preencheria tanto? Como é que se resolvem os "se's"? Como é que se resolvem todas as perguntas na minha cabeça, no meu coração... Como é que se resolvem estas ínfimas possibilidades dentro de mim que, sendo ínfimas, se tornam infinitas, intermináveis? Como... É que se descobre uma cura para o que anteriormente parecia - e foi - a nossa cura... E mais, como é que se encara isso? 

Disseram-me que as memórias felizes dentro de nós se transformam em sorrisos e que as menos boas saem de nós em forma de lágrimas. Mas isso não justificava de todo o meu choro, então... Eu acrescentei que as memórias felizes também nos podem fazer chorar por terem sido tão boas. E pela dor da possibilidade ou realidade destas não se repetirem chocar tão de frente connosco que se torna impossível de ignorar... Impossível de conter. 

Ele parecia ser a minha cura. Na verdade, no meio de toda uma série de ambiguidades ao longo do percurso, ele foi a minha cura. A minha paz. E eu desejei - e desejo - continuamente poder ter a força para também ser a sua. Espero também ter sido a sua cura. No que quer que seja. Porque não duvido, de maneira alguma, que ele foi... E ainda poderia ser a minha.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

• mundus est fabula •

• mundus est fabula •

O mundo é uma fábula. Uma ficção. Somos um sendo tantos tantas vezes, em tantas ocasiões. Somos um sendo tantos, conhecendo tanto, aprendendo muito, sabendo tão pouco. Somos um que produz como sendo tantos, querendo ser um. Somos um que especta, absorve, sendo tantos. Que interioriza, manipula, adapta tudo o que absorve à sua volta sendo tantos, desejando mais que tudo ser um. Afirmar-se enquanto uno; afirmar-se enquanto o; inteiro; completo; total.

• mundus est fabula •

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Do outro lado do arco-íris

Sonho com o amor. Vivo pelo amor. Sou pelo amor. Sempre o fui. Lá, do outro lado ao arco-íris, é o amor que me move, é ele que me guia até aqui. Lá, do outro lado do arco-íris, é ele que me alimenta. Que me faz viver mais do que eu seria capaz por mim mesma. Sonho com o amor, vivo pelo amor, sou pelo amor, sempre o fui. Lá, do outro lado do arco-íris, só existe amor. De lá vim, de lá me vem o que sinto, para lá quero voltar. É de lá que sou, Do outro lado do arco-íris. Não há muito mais que realmente me importe do que sentir o que se sente nesse lugar. Nesse lugar longe da vista, perto do coração. Se sinto, se me fazem sentir, se me fazes sentir, ficarei. Senão, por mais que queira... Não aguentarei... Partirei.
É mais forte do que eu.
Sonho com o amor. Vivo pelo amor. Sou pelo amor. Sempre o fui.
Sempre fui... Lá, do outro lado ao arco-íris.
É a partir de lá que me encontras. Que verdadeiramente me encontras.
E é lá, só lá e a partir de lá que verdadeiramente me encontro também.
Fora disso... Sou mera ambulante, indiferente, continuamente ausente.

Someone will find me. Someone will find me there.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Obrigada, Portugal!

Estava escrito. Estava escrito que se tornaria o nosso dia. Quase contra todas as probabilidades. Contra tudo e todos a quem faltava a sensibilidade de saber que o destino é mais do que apenas destino. É uma junção de justiça, intervenção divina, uma pitada de sorte e uma carga de trabalho, união, perseverança, humildade, fé, coragem. Uma carga que não pesa quando a meta é a vitória. O orgulho e felicidade de uma nação inteira. Quando o prémio é muito mais do que a taça e o dinheiro, quando o prémio é o alcançar de um objetivo já traçado e mais que anunciado; a emoção, a euforia, a descompressão, o festejo, a leveza de, mesmo dormindo poucas horas, acordar e saber que o sonho é uma realidade. A realidade. Somos 1. Somos 11. Somos 23. Somos 11 milhões. E mais. Somos mais, muito mais. Somos a força de um hino nacional que canta desde o âmago da alma o nosso espírito lutador, somos a sensibilidade de chorar sem medo, de preocupação, de felicidade e com o coração quando o momento a isso conduz. Somos o grito e o abraço de viver ao rubro. 
De acreditar. De sentir. De celebrar. De não desistir. E continuar. 

Porque um sucesso nunca vem só. Porque quem nasce pra vencer não tem como se conter. Porque, e como diz o nosso capitão:

Na vida, nada é impossível. É só lutares dia a dia pelos teus sonhos.
Sem disciplina, o talento não serve para nada. 
Se achas que já és perfeito, então nunca vais ser.
O teu amor faz-me forte. O teu ódio faz-me imparável.

Unidos, destemidos e jamais vencidos.

Obrigada, mister. Obrigada, capitão. Obrigada, seleção. Obrigada, Portugal!

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Música. Família. Amor. Amizade. Escrita. A procura por mim mesma. Vida. E é a isto que se resume. Sintam-se à vontade por aqui and enjoy.

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