Pensar em ti é pensar em doces, palavras e números. É pensar em cores, cheiros, sons e sabores; é pensar no que nos dá a vida. Pensar em ti é pensar em alegria, inteligência e amor; paciência, dedicação e humildade. É pensar que qualquer espera vale a pena.
Pensar em ti é ter borboletas no estômago, sentir arrepios na mente, saber para onde caminhar. Pensar em ti nunca é apenas pensar em ti. É pensar numa vida inteira: no que já foi, no que será; no que é e no que fazer para melhorar.
Pensar em ti é pensar em azul, dourado, roxo e laranja; pensar em sorrisos e olhares que brilham e jamais perdem a luz; em histórias que não se permitem a si mesmas acabar. Pensar em ti é pensar em mim e pensar em nós. Pensar em ti é pensar que a vida nunca acaba; que a eternidade é, realmente, algo que vai sempre existir. Que as estrelas não estão tão longe quanto se possa pensar. Que Tudo é possível de se conseguir.
Há um alguém que não conhece o que há para lá do horizonte... Por isso, sentou-se a admirá-lo alienada e atentamente...:
Olho para o horizonte e o que vejo? Tudo. Tudo aquilo que não alcança o meu pensar.
O que lá está? Não sei. Não sei, não sei, não sei. Mil e uma coisas que não fazem parte do meu mundo. Um reino surreal, adornado por uma cascata, pousado acima das nuvens. Um reino com monstros, corvos e dragões; perigo, fogo e brilhantinas; um príncipe e uma princesa em apuros na sua cabana de cartão; um rei que não sabe falar; uma hiena governadora.
O que lá está? Não sei. Talvez um mundo igual ao meu, com normas que não se cumprem, histórias que não se corrigem. Armas que empunham soldadinhos de chumbo, pequeninos, fáceis de manusear. Latas de fome cheias, corpos cheios de suor, vazios de sangue. Talvez lá seja o que existe também.
Olho para o horizonte e o que vejo? Tudo. Tudo aquilo que não alcança o meu pensar.
Pedaços de esferovite, pedaços de algodão, pedaços de gente feliz, pedaços de gente triste, pedaços de coração. Arco-íris de duas cores, gigantes de pernas curtas, gomas e chupa-chups; uma varinha de condão.
Olho para o horizonte e não sei o que lá está. Não sei. Mas pareço saber - quando não sei o que fazer.
Completamente despenteada, enrosco-me em ti. Embalada por aquela canção que tem a batida perfeita. O som das ondas mistura-se na minha mente, os meus sentimentos já não são apenas meus. São de quem os quiser sentir. O toque da água a ondular por entre a minha mão não se desliga da minha almofada, o teu sorriso não se desliga do meu sonho. Os meus olhos não são meus, são nossos; nem o meu sangue me pertence só a mim. Olho para o teto como quem olha para o céu, sinto a atmosfera como quem sente o Sol. Mexo no cabelo como quem pinta uma tela, cria uma obra de arte. E enrosco-me em ti.
O evangelho de Jesus Cristo traz uma luz aos olhos das pessoas que não se acende realmente de nenhuma outra forma, em nenhum outro lugar. Traz uma luz que vive e faz viver. Uma luz que se mantém, que se entranha mas não se estranha, quase como se estivesse destinada a fazer parte de nós desde o início (e estava, na verdade; está, sempre esteve!). O evangelho de Jesus Cristo traz uma luz aos olhos e à vida das pessoas que torna possível o impossível, o sofrimento em esperança, o fardo em perseverança, o desafio em temperança. O evangelho de Jesus Cristo é renascimento, é (re)descobrimento, é vida. É a oportunidade que se julgava perdida, o caminho de volta quando se acreditava não haver uma saída. É o real exemplo do verbo "amar". É um evangelho de esforço e sacrifícios, de lágrimas e sorrisos; de fé e coragem, de conhecimento e aprendizagem; de aperfeiçoamento e confiança. Isto e muito mais, porque é verdadeiro. Porque uma pessoa não nasce a saber falar, não nasce a saber andar, não nasce a saber contar, ler, escrever. Ainda assim, cá estamos todos, a crescer e a evoluir, sabendo tão bem o que por vezes custa! Sabendo, no entanto e igualmente, a felicidade em que resulta. O evangelho de Jesus Cristo traz uma luz aos olhos das pessoas que não se acende realmente de nenhuma outra forma, em nenhum outro lugar... Uma luz que nos revela, que nos fortifica, que nos impele a continuar.
"I am," he said. He was staring at me, and I could see the corners of his eyes crinkling. "I'm in love with you, and I'm not in the business of denying myself the simple pleasure of saying true things. I'm in love with you, and I know that love is just a shout into the void, and that oblivion is inevitable, and that we're all doomed and that there will come a day when all our labor has been returned to dust, and I know the sun will swallow the only earth we'll ever have, and I am in love with you.
― John Green, The Fault in Our Stars
I am in love with you. And I'm not in the business of denying myself the simple pleasure of saying true things. Even if they can actually bring me some kind of pain someday. We learn from the experience... And I am willing to experience my love for you.
Deixa que o poder dos sentimentos opere em ti. Desliga-te de qualquer teoria e pré-concepção. Deixa a descoberto as tuas defesas. Sê como o pássaro que voa e dá a cada dia o seu tempo e valor. [“Não valeis pois vós que muitos passarinhos?”]. Salva-te, salva-te do medo de amar. E ama. Ama simplesmente. Se já amas de qualquer maneira e a negação não o altera, p’ra quê pensar? Pensar, pensar excessivamente no que poderá resultar. Sei que a experiência de viver modela e acautela qualquer Ser. Mas, meu amor, se vais sentir, sente-o sem medo de morrer.
Há algo irremediável e desconhecido no que somos e em como nos vemos, em como nos relacionamos. É tudo tão simples, é tudo tão complexo. Mas existe qualquer coisa, uma luzinha de magia incompreensível que mexe com cada fibra do nosso corpo quando amamos. É um sentimento tão forte e poderoso que não dá para pôr de lado. Mesmo que, conscientemente, procuremos absorvê-lo e transformá-lo em razão, não conseguimos. Assusta sim; assusta não ter o controlo da sua influência; assusta que exista alguém capaz de entrar na tua vida, mexer com o teu humor, deixar-te a descoberto, conhecer aos poucos todas as tuas fraquezas e pontos fortes, assusta que um dia essa mesma pessoa decida que não era… Simplesmente. Mas se partirmos do princípio que todo esse medo ou receio tem mais peso do que os verdadeiros frutos de um sentimento tão nobre… Vamos perder muito de tudo aquilo que é maravilhoso e podemos sentir em vida: o ter alguém que nos compreenda, que nos complemente, que seja a outra peça ideal do puzzle, que tenha em mente os mesmos valores, os mesmos planos, mas que, ainda assim, mostre que há mais além do que pensas, do que já conheces e te ajude a alcançar todo o teu potencial. O ter alguém que te aceite, que te faça sentir especial. Que te ame. E, não menos importante do que tudo isso, o ter alguém a quem tu possas fazer o mesmo. Ser o motivo da felicidade de alguém não tem preço. Há sempre o outro lado da moeda, é verdade… E custa. Bastante. Mas o amor não faz sofrer. Sim a falta dele. Sem provar o amargo, nunca poderemos saber quão verdadeiramente doce é o doce. E, bem…
Sei que a experiência de viver modela e acautela qualquer Ser.
Mas, meu amor, se vais sentir, sente-o sem medo de morrer.